Ouvir antes de tocar
A primeira reunião é mais escuta do que proposta. Eu preciso entender o gosto de quem contrata e de quem vai estar na pista.
Sobre
Sou DJ de eventos. Passo mais tempo preparando festas do que tocando nelas — e é justamente isso que faz a diferença quando a música começa.

A história
Comecei pela curiosidade: entender por que uma música faz uma sala inteira levantar e outra faz todo mundo sentar.
Antes de trabalhar em festas, eu era o amigo responsável pelo som. Aprendi na prática a diferença entre tocar as músicas certas e tocá-las na ordem certa — e que o segundo ponto é o que sustenta uma pista por horas.
Com o tempo o hobby virou ofício. Estudei transição, equalização e comportamento de pista, investi em equipamento próprio e comecei a atender casamentos, festas de 15 anos, formaturas e eventos de empresa em Paraná e todo o Sul do Brasil.
Cada evento me ensinou algo específico: o tempo exato de uma entrada, o volume que permite conversar no jantar, o momento em que a família se cansa e os amigos assumem a pista. Esse repertório de situações é o que hoje me permite prever o que vem a seguir.
Continuo garimpando música toda semana. Gosto de chegar num evento com faixas que ninguém esperava ouvir — e ver a reação quando elas entram.
Como eu trabalho
A primeira reunião é mais escuta do que proposta. Eu preciso entender o gosto de quem contrata e de quem vai estar na pista.
Nenhuma faixa entra porque está na moda. Entra porque faz sentido para aquele instante da festa.
Meu trabalho é aparecer na música, não no microfone. A noite é do anfitrião.
Equipamento testado, roteiro escrito, reserva pronta. A tranquilidade do cliente começa aí.

“Quando a última música toca e ninguém quer ir embora, o trabalho foi bem feito.”
Cristiano Machado